O castelo branco, de Orhan Pamuk
Escrito por: Alessandra Colla Soletti Tussi
Ganhei este livro no sábado passado! Não resisti e o aninhei em meus braços. De onde ele só saiu depois de proferir o último caracter: ponto. E pronto, me emocionei…. Magnífico seria pouco para descrevê-lo… Amo a maneira como Orhan Pamuk escreve! Seu estilo me lembra muito o do escritor italiano Ítalo Calvino, que adoro. Há muitas coisas nas entrelinhas desse livro, que me fizeram amá-lo ainda mais. E um questionamento que ecoa o tempo todo: o que faz as pessoas serem como são? Contarei tudo na resenha e nos comentários abaixo. Deleitem-se!
Resenha: O castelo Branco é o romance de estréia de Orhan Pamuk no Brasil. A história se passa em pleno século XVII, num mundo de sabedoria e barbárie. E é neste cenário que um italiano viaja tranqüilamente de Veneza para Nápoles, até seu navio ser capturado por piratas turcos. Devido aos seus conhecimentos, ele escapa de ser morto pelos turcos, porém, acaba sendo comprado como escravo por um paxá, que o dá de presente para Hoja, um estudioso turco conhecido como o Mestre. Quando Hoja e o escravo se encontram, há um choque inicial: os dois homens são tão parecidos entre si que chegam a se confundir. Sem nunca abandonar a esperança de voltar para a Itália, o veneziano ensina para Hoja tudo o que aprendera no seu país. A intrincada tapeçaria da trajetória dos dois, de obscuros curiosos de província a conselheiros diretos do sultão da Turquia, encobre um estudo delicado e complexo das relações entre a Europa e a Turquia. Mas a principal investigação de Pamuk nesta narrativa fluida e criativa é sobre a questão ancestral que perturba Hoja e ecoa em todos nós: o que, afinal, forma a nossa identidade e define quem somos?
Minhas impressões sobre o livro
Enquanto lemos O Castelo Branco é possível fazer uma comparação entre o caráter do ser humano no século XVII e hoje, notando que pouca coisa mudou. Este livro é na verdade uma fábula entre diferentes culturas e a essência humana, com todos os seus dramas, inseguranças, defeitos e pontos positivos. Mostra que todos nós somos um pouco contraditórios e que o ser humano que é capaz de cometer as piores barbáries, também pode ser responsável pelos mais belos atos de compaixão. Me apaixonei pela maneira de escrever de Pamuk desde que li o livro “Neve” e me identifiquei - em alguns pontos - com o protagonista, o poeta Ka (um trocadilho com “Kars”, nome da cidade na Turquia onde a história se passa). Seus personagens quase sempre são nostálgicos e solitários e os diálogos são magníficos, principalmente para quem adora a cultura turca. Cultura pela qual passei a me interessar desde que comecei a fazer dança do ventre (no ano de 2000). Mas Orhan Pamuk vai muito além… Escreve sobre as relações humanas, sobre o amor, sobre os sentimentos que aprisionamos, sobre a liberdade… E uma escrita primorosa e com um estilo todo próprio.
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30-08-2008 às 12:54
Alê! Adorei o site! No meu caso, adoro ler e não tenho tanto tempo, nem para selecionar os livros, saber qual vale a pena, é melhor…
Fiquei mais aliviada que você vai fazer resenhas só dos livros que valem a pena mesmo!
Bjs querida
Ale
30-08-2008 às 13:29
Dani, que bom que gostou do site! É bem esta a idéia!
Bjs
Ale