A era do acesso, de Jeremy Rifkin
Escrito por: Alessandra Colla Soletti Tussi

Jeremy Rifkin é o autor dos renomados “O século da biotecnologia” e “O fim dos empregos“. Ambos excelentes! “A era do acesso” foi uma sugestão de leitura do meu professor da cadeira de Ambiente Globalizado de Negócios. No meu caso, que antes deste já tinha lido “Vida lÃquida” e “Globalização” do Zygmunt Bauman, foi um ótimo complemento para algumas idéias e forneceu uma visão mais ampla e com pontos de vista diferentes, o que é muito válido. Tentarei explorar essas visões também na construção desta resenha e na explicação sobre a era do acesso.
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A Era do Acesso aborda a economia hipercapitalista a caminho da transição da posse da propriedade para o acesso just-in-time de bens e serviços (tendência do futuro, segundo Rifkin). Ele alega que iremos cada vez mais pagar pelo acesso a bens e serviços, tais como: informações, entretenimento, hardware, softwares, eletrônicos, utensÃlios e tudo o que pudermos imaginar.Â
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Nesta sociedade do acesso, caracterizada por atualizações, inovações e customizações em um ritmo cada vez maior, os clicos de vida dos produtos são cada vez mais curtos, tornando os bens obsoletos cada vez mais rapidamente. Assim, ter, guardar e acumular já não fazem mais tanto sentido. Empresas, por exemplo, estão terceirizando suas atividades, reduzindo estoques, alugando equipamentos, vendendo ou alugando imóveis… Criam-se então nichos para várias oportunidades de negócios, como por exemplo: aluguel de equipamentos de informática, dos chamados escritórios virtuais (estamos observando este fenônemo no Brasil), de carros de luxo, leasing e uma infinidade de outras oportunidades da chamada “economia da experiência” (viagens globais de turismo, centros de entretenimento, parques temáticos, centros de moda, de bem-estar e estética, educação, música, filmes, esportes, etc.). Nos EUA, por exemplo, recentemente observamos o sucesso dos aluguéis de bolsa (isso mesmo, aluguel de bolsas femininas de luxo).Â
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Com vidas cada vez mais lÃquidas, onde mudamos com uma rapidez cada vez maior de trabalho, de cidade e de amigos, o sentido de posse, como o conhecemos, se perde. Ou, como costumo dizer brincando, o sentido de posse fica cada vez mais sem sentido. Ter propriedades, na era do acesso, torna-se então muito oneroso e trabalhoso. Assim, compramos o direito de usar um bem ou experiência por um tempo determinado, lÃquido como nosso presente. Entramos, portanto, em uma era em que pagamos por redes de acesso a experiências (as música que queremos, as informações que desejamos, as experiências de lazer, cultura e entretenimento, os esportes radicais, as viagens exóticas, entre tantas outras). Neste contexto, Rifkin também escreve sobre como as empresas podem aproveitar melhor o conceito de lifetime value.Â
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A leitura do livro é altamente recomendada para todos que se interessam por economia, sociedade, comportamento e, principalmente, para quem trabalha nas áreas de administração e marketing.
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Porém, é preciso analisar sempre dentro do contexto mercadológico onde estamos inseridos. Sabemos, por exemplo, que há paÃses que ainda nem conseguiram saltar do estágio da sociedade industrial para a do conhecimento. Neste caso, Jeremy Rifkin também levanta questões de cunho polÃtico e social sobre as possÃveis conseqüências dessa era do acesso em diversos paÃses.Â
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05-09-2008 às 14:57
Oi Alê! Obrigada pelo convite, eu aceito, mas não sei como me comunicar com vc.. hehe
acdorei seu site e suas dicas ^^ meu email esta neste post, vamos tentar nos comunicar melhor
bjos!
06-09-2008 às 18:47
Que legal, Roberta!
Obrigada por aceitar meu convite! Já enviei um e-mail para você com as informações para você postar aqui.
Bjs!