O ato de criar, para mim, sempre foi um processo muito natural e raramente necessitou mais do que alguns minutos. Abaixo descrevo algumas etapas que sigo e que funcionam (para mim) com relação a criação.
Em primeiro lugar sou muito observadora. Uma simples ida ao mercado, por exemplo, funciona para mim como uma aula “ao vivo e a cores” sobre o comportamento do consumidor. Experimente observar como as pessoas leem os rótulos dos produtos (e o que leem antes), como as pessoas encaram promoções do tipo “pague 1 e leve 2″, que critérios utilizam na comparação de preços, observe como homens e mulheres que estão com os filhos no supermercado se comportam (notem que homens com filhos no supermercado tendem a gastar mais do que mulheres com filhos no supermercado). Todas essas referências são úteis na hora de criar uma promoção, uma campanha, um produto, um reposicionamento, etc.
Além disso, em um primeiro momento, eu absorvo o máximo que posso em termos de referências (leio cerca de 10 revistas nacionais por mês e outras tantas internacionais, visito centenas de sites, leio sobre moda, comportamento, especiais internacionais sobre tendências, etc.) e depois, num segundo momento, esvazio minha mente. David Allen (de Getting Things Done) já dizia que uma mente “limpa” e serena produz mais rapidamente.
Eu diria que meu processo de criação é baseado em três pilares: observar, absorver (ideias e referências) e esvaziar (a mente do que não é fundamental no momento).
E cada coisa que observo tenho relacionar com “como”, “onde?” e “para quem?”. Por exemplo “como eu poderia utilizar essa observação”? “onde poderia utilizá-la (num anúncio, num comercial…)?” e “para quem eu utilizaria isto (para um público que gosta de esportes, de livros, de viajar)?”
Assim, para dar um exemplo, dia desses uma pesquisa na internet retornou para mim o site de um artista (skeleton) e a imagem que ele criou (veja abaixo - que, à primeira vista, me pareceu perfeita para um anúncio de uma escola de natação. Nos primeiros segundos, alguns slogans para uma campanha de uma escola de natação surgiram na minha mente: “Para quem vê natação em tudo”, “Para quem vê superação em tudo”, “para quem vê vida saudável em tudo”, “o limite é você quem cria”, etc.). É interessante sempre exercitar sua mente para pensar em termos de como você utilizaria as referências que vê, em que campanha e para quem.

Para finalizar, notem que interessante o anúncio feito para a agência “Pullpo“. A imagem captou o conceito da empresa de maneira brilhante.

E você? Qual o seu processo de criação? Quais os sites que costuma visitar quando precisa de inspiração?

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